As estréias de Roger e Perea Fevereiro 9, 2008
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: estréias, gauchão, Grêmio, Novo Hamburgo, Perea, Roger, vitória
add a comment
A vitória do Grêmio sobre o Novo Hamburgo no estádio Olímpico, por 2 a 0, marcou as estréias de Roger e Perea pelo Tricolor gaúcho.
Como era de se esperar, o meia Roger ainda não está no melhor de sua forma física e indica ter bem mais a render com o maior preparo e entrosamento. Apesar disso, mostrou em alguns lances o toque de qualidade e visão de jogo que o destacaram no futebol brasileiro e arriscou lançamentos precisos em profundidade. Sempre consultando o atleta, Mancini optou por deixá-lo em campo durante os 90 minutos para adquirir ritmo, mesmo que no final da partida o jogador tenha sentido um pouco a falta de condição plena. É reforço de técnica apurada que, se realmente desejar mostrar serviço, será de extrema importância para o time enquanto estiver no Olímpico. Isso sem contar que Roger trouxe com ele Déborah Secco (foto) para os torcedores admirarem também.
O atacante Edixon Perea, que esteve em campo durante o tempo todo em seu primeiro jogo na temporada, disputado pela Seleção Colombiana na última quarta-feira, foi poupado pelo técnico gremista e só entrou depois dos 10 minutos da segunda etapa contra o Anilado. Ao ser chamado por Wagner Mancini foi ovacionado pela torcida que ainda tinha na memória a imagem do segundo gol do atacante contra o Uruguai. Apesar de não marcar o esperado gol, sua movimentação melhorou inclusive o rendimento de Roger que passou a tabelar mais em direção à área com o colombiano. Perea ainda arriscou algumas finalizações e demonstrou qualidade suficiente para garantir a titularidade no primeiro jogo do Grêmio na Copa do Brasil, dia 13.
Com a vitória convincente e a aprovação das estréias por torcedores, imprensa, dirigentes e comissão técnica, Roger e Perea terão, no Mato Grosso contra o Jaciara, toda a confiança necessária para jogar o que sabem e voltar a Porto Alegre sem a necessidade da segunda partida. E o torcedor agradeçe.
Apagando a história do futebol Fevereiro 9, 2008
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: campeões do mundo, copa, Corinthians, FIFA, Grêmio, inter, Joseph Blatter, mundial interclubes, selo, Toyota
1 comment so far
O presidente da FIFA, Joseph Blatter, está mesmo decidido a interferir na história do futebol mundial. A tentativa do dirigente de minimizar os títulos mundiais anteriores por causa de problemas com o patrocinador é tão ridícula quanto ingênua. A mais recente iniciativa da turma de Blatter foi a criação do distintivo para adornar a camisa apenas dos times campeões das edições que a FIFA organizou. A invenção criou, entre as diferentes torcidas, uma discussão inóqua sobre a validade das conquistas anteriores à intervenção da entidade máxima do futebol.
Negar o feito de times como, entre outros, o Santos de Pelé, o Flamengo de Zico, o Grêmio de Renato Gaúcho e o São Paulo de Raí, é uma afronta à história do futebol mundial. Estes eram, de fato, os melhores times de seus tempos e provaram da forma que era possível na época. O correto seria a FIFA admitir as três edições do Mundial Interclubes e assumir todos como campeões, mesmo que queira destacar que apenas a terceira edição está sendo organizada pela entidade. Pergunte aos dirigentes do São Paulo, por exemplo, se eles se consideram Tricampeões do Mundo ou apenas uma vez Campeões do Mundo FIFA.
Sob a ótica de Blatter, surgem ainda algumas confusões com critérios. O Corinthians, que nunca ganhou uma Libertadores, é tido como campeão do mundo, tendo sido apenas convidado, por ter sido o campeão brasileiro de 1999, a participar da primeira edição do torneio organizado pela FIFA, que ocorreu no Brasil em 2000. Só que, no mesmo ano, Boca Juniors e Real Madrid disputaram o então Mundial Interclubes e o time argentino sagrou-se campeão do mundo pela segunda vez. O fato é que, até então, o principal critério para um clube poder almejar o título mundial era ser campeão continental. Em 2000, apenas o Boca se enquadrava neste critério, o Timão não.
Independente de clubismos e para o bem do esporte e sua história, os senhores de gravata que comandam o futebol mundial deveriam repensar antes de simplesmente rasgar, por motivos escusos, todos os títulos mundiais antes disputados pelos campeões da Libertadores da América e da Liga dos Campeões da Europa, que sempre representaram os melhores de seus continentes.
Imagino, contudo, que a consciência futebolística mundial não aceitará o desprezo demonstrado por Blatter pelo Mundial Interclubes - Copa Toyota. O mundo sabe que clubes como Boca, Nacional do Uruguai, Santos, Flamengo, Grêmio e outros tantos europeus e sul americanos são Campeões do Mundo sim. Como também o são Milan, São Paulo e Inter. O desmerecimento de uma parte ou de outra é ridículo e desnecessário.