Vagner Mancini é demitido Fevereiro 14, 2008
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: Celso Roth, Copa do Brasil, demitido, Grêmio, Pelaipe, técnicos, Vagner Mancini
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Vagner Mancini não é mais o técnico do Grêmio. O anúncio oficial foi feito hoje no início da noite. A demissão do técnico surpreende pelo retrospecto invicto, apesar das claras limitações da equipe, ainda em formação. Mancini disputou apenas 6 jogos oficiais como técnico do Grêmio e ainda não havia perdido, contabilizando 4 vitórias e 2 empates. Contudo, as dificuldades encontradas pelo Tricolor para suplantar adversários bem menores do que aqueles que deve enfrentar durante o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Sul Americana, fizeram com que a direção do Grêmio decidisse romper o contrato com o treinador, antes mesmo da primeira derrota.
A resposta de Pelaipe ao jogo de ontem já dava indícios de insatisfação que se agravaram com as reclamações do treinador gremista na coletiva, dizendo que o problema do time é a falta de um armador, quando este é justamente o ponto que o dirigente vem tentando amenizar devido às várias negociações sem sucesso para a posição na temporada.
Pelaipe trouxe Roger, mas ele não é esse armador. Não marca, apesar de ser um jogador técnico. O armador de Mancini seria alguém que além de boa técnica voltasse para ajudar na marcação do setor e o Grêmio não tem este jogador. Tentou Diego Souza, Renato, D’Alessandro, Souza, Hugo, Rochemback, Dudu Cearenese, mas não conseguiu nenhum destes.
A impressão que fica é que, depois das críticas do treinador à falta de jogadores, ficou mais fácil para Pelaipe mandá-lo embora. A irritação do dirigente com o técnico por ficar pedindo jogadores ao vivo nos microfones fica clara na entrevista para a Rádio Gaúcha quando o repórter pergunta sobre os reforços solicitados por Mancini. Sem dúvida, uma atitude precipitada do técnico no calor do jogo. Mas não sei se justificaria a demissão. Tenho certeza, ainda, que se o torcedor gremista pudesse escolher entre a saída de Mancini ou Pelaipe a decisão seria quase unânime em favor do técnico.
De qualquer forma, entre Celso Roth e Mancini, eu ficaria com o segundo que, treinando o pequeno Paulista de Jundiaí, conquistou a Copa do Brasil em cima do badalado Abel Braga que na época treinava o Fluminense. Apesar do provável acerto, Celso Roth não é o que o Grêmio precisa. Espero morder a língua se ele vier, mas Roth nunca ganhou um título nacional, apenas estaduais pelo Grêmio e Inter, além de uma Copa Sul pelo Grêmio e uma Copa Nordeste pelo Sport. E oportunidades não faltaram. Depois do Sport em 2000, quando conquistou seu último título, Roth passou por Grêmio (2000), Palmeiras (2001), Inter e Santos (2002), Atlético Mineiro (2003), Goiás (2004), Flamengo e Botafogo (2005) e Vasco (2007).
Todas as temporadas em branco. Eu não apostaria, e você?
Vitória sem brilho Fevereiro 14, 2008
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: Copa do Brasil, decepcionante, Grêmio, Jaciara, melhorar, reforços, vitória
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Apesar da vitória do Grêmio na estréia pela Copa do Brasil contra o Grêmio Jaciara por 1 a 0, em Cuiabá, o Tricolor Gaúcho não conseguiu evitar o jogo de volta em Porto Alegre, no dia 27. A sensação que fica para o torcedor gremista é de que o time precisa melhorar muito para poder sonhar com títulos em 2008.
A fraca atuação da equipe gremista passa, principalmente, pelo meio campo. O setor criou muito pouco e quase não ofereceu chances de conclusão para os atacantes. Os chutes de fora da área também foram raros e quando ocorreram, foram completamente sem pontaria.
É claro que é preciso considerar a falta de entrosamento das peças. Consideramos ainda que o time tem alguns reforços do meio pra frente para estreiar, que são tidos como possíveis titulares, como Soares, Júnior e Julio dos Santos. A própria utilização de Pico no setor, com a entrada breve de Hidalgo na lateral esquerda pode melhorar a meia cancha gremista. Ainda assim, o rendimento dos dois principais jogadores do time atual, Roger e Perea não chegou nem perto do esperado.
A equipe só ficou um pouco mais ofensiva com a entrada de Tadeu, centroavante de ofício, que partiu pra cima da defesa do Jaciara até marcar o único gol da partida, aproveitando cruzamento de Paulo Sérgio. Cabe lembrar que, apesar da baixa qualidade nas finalizações, o lateral, ex-Palmeiras, foi um dos que mais participou e correu o campo inteiro. Foi premiado tendo seu belo cruzamento concluído de cabeça pelo atacante que entrou no segundo tempo.
Com o gol, Tadeu dá força à idéia de que o Grêmio não deva jogar com dois atacantes de funções similares, como Perea e André Luis, mas sim compor o setor com um jogador de velocidade e movimentação (Perea ou Soares) e outro de área, centroavante original (Tadeu). Inclusive Roger tende a render mais com este formato de ataque, pois Tadeu, por ser jogador de área, acaba chamando um ou dois marcadores para si, abrindo mais espaço para a movimentação dos meias e do segundo atacante. Sem contar que, com o ex-centroavante do Juventude em campo, o ataque aéreo do time tende a ser muito mais efetivo, enquanto sem ele, quem mais cabeceia no ataque gremista são os zagueiros que sobem.
A esperança Tricolor é que o time possa apresentar um futebol mais competitivo no decorrer do semestre, mas ao que tudo indica, a tarefa não será possível com este elenco titular. Repito, com algumas alterações que estão por vir a equipe do Grêmio pode ser mais produtiva do que aquilo que vimos ontem. E o possível time titular seria: Victor; Felipe (Paulo Sérgio), Leo, Jean e Hidalgo; Eduardo Costa, Júnior, Julio dos Santos e Roger; Perea e Tadeu. Note que os cinco jogadores grifados são aqueles que ainda não jogaram em 2008. É quase meio time diferente com indiscutivelmente mais qualidade.
Com esta escalação, arrisco dizer que o Grêmio possa, inclusive, jogar de forma que o segundo atacante volte um pouco mais, tabelando com os meias, como um 5º homem do setor, deixando apenas Tadeu mais à frente, quase como se fosse um 4-5-1 sem a bola e um 4-3-3 com ela, dando mais liberdade para Roger se aproximar dos dois atacantes.
Apesar da falta de brilho, é preciso acreditar no trabalho de Mancini na montagem de uma equipe, praticamente do zero e com poucos recursos, mas que o rendimento de ontem assustou a torcida, isso não podemos negar.