O poder da interatividade Maio 2, 2008
Posted by eduardotrindade in Futebol, Jornalismo Participativo.Tags: Contrato de Risco, Grêmio, Krieger, Mario Jardel, Odone, recuperação, volta, Volta Jardel
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A torcida do Grêmio faz história e pede, em um coro de muitas vozes, o retorno de Mário Jardel ao Tricolor Gaúcho. Um dos motivos do eco ressonante dos torcedores é a interatividade e direito a voz que os meios digitais tem permitido.
O movimento dos torcedores nos forums, chats, comentários, blogs e outras plataformas WEB 2.0, pode até mesmo interferir no curso normal das decisões do futebol do Grêmio. O fato se assemelha às histórias recentes mencionadas por Hugh Hewitt, sobre a influência dos blogs na política Norte-Americana, no livro Blog, Entenda a Revolução que vai mudar seu Mundo.
É possível que a direção Tricolor, apesar do barulho, mantenha-se firme no propósito de não aceitar uma vinda de Jardel no momento para o Grêmio. Mas não há dúvidas que, com quase 90% da torcida demonstrando apoio a uma reintegração do jogador e com ele mesmo se oferecendo a um contrato de risco para mostrar suas condições, o Presidente Odone deveria ao menos pensar na hipótese, por tudo que Mário Jardel representa para o Clube.
É uma história interessante que, provavelmente, não fosse possível há dez anos atrás, quando a voz do público só era ouvida através dos meios tradicionais. Hoje, as mídias tradicionais ampliam o que circula no ciber-espaço e, com isso, o público ganha ainda mais voz para dialogar e não mais aceitar o monólogo hegemônico. Sua voz pode até não interferir em nada, mas ecoa com mais força que antes.
Enquanto isso a torcida gremista, ciente, ou não, deste poder, grita a todos seu desejo de ver Jardel jogando pelo Grêmio novamente. Se Odone e Krieger ouvirão, não sei, mas eu os aconselharia a dar uma conferida no que diz Hugh Hewitt, no livro que menciono acima, sobre o que acontece com quem fecha os ouvidos às massas e seus gritos digitais.
A retranca de Roth Maio 2, 2008
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: Brasileirão, Celso Roth, Grêmio, Morumbi, Olímpico, Perea, retranca, são paulo, Soares, Ypiranga
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É realmente impressionante que não haja ninguém no Grêmio que perceba que Celso Roth não é o técnico que o clube precisa no momento. Primeiro, porque enquanto a torcida demonstra carinho pelo time, não esconde seu repúdio ao técnico com vaias. Mas o pior é o que Roth pretende fazer com a escalação do time.
Após a vitória, por 3 a 0, sobre o Ypiranga de Erechim, o técnico gremista deixou claro que pretende entrar em campo contra o São Paulo, no Morumbi, com o paredão de três volantes, mais Julio dos Santos e Roger, deixando apenas um atacante na frente. Possivelmente Soares que foi destaque e marcou dois gols ontem após entrar na metade do segundo tempo.
Até concordo que esta possa ser uma estratégia opcional interessante, quando o time for enfrentar, fora de casa, um time forte como o São Paulo. O problema é que, pelo histórico do treinador, tudo indica que esta será também sua opção quando o Grêmio estiver jogando no Olímpico, e neste caso eu discordo completamente da escolha de Celso Roth.
O equívoco não está, necessariamente, no paredão de volantes com Eduardo Costa, Willian Magrão e Rafael Carioca, que compõem bem o setor. Apenas acredito que o time ficaria mais agressivo, ao jogar em casa, com apenas mais um meia, obviamente Roger, e na frente Perea e Soares, dois atacantes que vinham jogando bem juntos antes da lesão do último.
Não vejo como o Grêmio aspirar a, pelo menos, uma vaga na Libertadores do ano que vem, com esta mentalidade no comando do time. Me perdoem os que pensam diferente, mas esta é minha humilde opinião. E pra você, Celso deve ficar para o início do Brasileirão, ou seria melhor já começar o campeonato com comando novo?