As escolhas de Paulo Autuori Agosto 18, 2009
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: Barueri, Brasileirão 2009, Bruno Collaço, Douglas Costa, Fábio Santos, Flamengo, Grêmio, Jadilson, Joílson, Maxi Lopez, Maylson, Mário Fernandes, Paulo Autuori, Perea, primeiro turno, Réver, souza, Tcheco, Tricolor, Victor
trackback
Desculpem a ausência. Acabei ficando uma semana sem publicar e perdendo de comentar algumas coisas basntante interessantes. Confesso que a derrota do Tricolor para o Barueri, principalmente depois do bom empate no Palestra Itália contra o líder Palmeiras, foi uma surpresa e tanto.
Mas além desta derrota na semana passada, que deixou o Grêmio sem vitória fora de casa no primeiro turno, alguns acontecimentos deste último final de semana no Tricolor merecem destaque.
A lateral esquerda
Não consigo entender o que acontece entre o técnico Paulo Autuori e o lateral esquerdo Jadílson. Comentei em meu último posto que a lesão de Fábio Santos daria a ele o que deveria ser de direito. Afinal tem um perfil de lateral mais ofensivo, o que para o Grêmio, jogando com 4 zagueiros – 2 centrais nas posições de zagueiro mesmo, mais um como volante (Réver) e outro como lateral (direito) - é o mais adequado para não retrancar o time e matar a jogada aguda pela lateral.
No jogo contra o Flamengo, por exemplo, o primeiro gol saiu dos pés dele para o cabeceio de Perea. Claro que, com Jadílson subindo, o lado esquerdo precisa de cobertura. Foi justamente o que faltou e as jogadas mais perigosas do Flamengo, exceto a do gol que veio pelo lado direito defensivo do Grêmio, ocorreram pelo lado esquerdo, às costas do lateral.
Só que, ao invés de corrigir o posicionamento do “volante-zagueiro” Réver ou de um dos zagueiros para cobrir o lateral quando este sobe, o técnico Paulo Autuori preferiu tirar Jadílson para colocar o jovem Bruno Collaço. Que também é um bom lateral esquerdo. Pelo menos parece ser melhor que Fábio Santos.
Mas não posso concordar com a atitude do técnico, que com a substituição no intervalo e a já confirmação da manutenção de Bruno na titularidade até o retorno de Fábio, acabou transferindo para Jadilson toda a culpa pelos espaços nos contra-ataques do Flamengo pelo lado esquerdo do Grêmio. Não é justo para quem precisa de pelo menos um lateral ofensivo. Agora, novamente, o atleta não passará do banco e deverá mesmo deixar o clube em breve. Com toda a razão.
A lateral direita
Não acho que Mário Fernandes seja ruim, mas é mais zagueiro que lateral cruzador, por exemplo. Além disso Joílson entra sempre muito melhor que o jovem das categorias de base. É uma insistência de Autuori improvisar zagueiros de origem na lateral. Antes de Mário era o Thiego, este último muito fraco na posição.
Enquanto isso, o ex-são paulino Joílson segue esquentando o banco para estes garotos cumprirem funções claramente mais defensivas na mesma lateral que um dia já teve Arce. E o paraguaio é um excelente exemplo dos tempos em que o técnico gremista (na ocasião Luiz Felipe Scolari) acreditava no poder ofensivo dos laterais.
Vale o raciocíno utilizado no comentário sobre a lateral esquerda. Ou seja, se de um lado a opção é por alguém mais defensivo, como Fábio Santos ou Bruno Collaço, o outro lado deveria vir com alguém de vocação mais ofensiva, como Joílson e não os zagueiros improvisados copiando a idéia do Inter com Bolivar.
O meio campo
Também incompreensível que, jogando em casa, o técnico opte por jogar com três volantes, sendo que o primeiro é de fato zagueiro. Isso mesmo tendo um outro defensor na lateral direita e com Maylson no banco.
Tudo bem que Souza e Tcheco estavam fora contra o Flamengo, mas na minha opinião, o time estaria muito melhor escalado da seguinte forma: Victor, Joílson, Réver, Leo e Jadílson; Túlio, Adilson, Maylson e Douglas Costa, Jonas e Perea.
As escolhas de Autuori dão até margem para piadas sem graça. Como uma que recentemente ouvi que diz que o problema é que o técnico gremista tem medo de confundir os muitos “ilsons” do time, Jadílson, Joílson, Maylson, e opta por deixar apenas o Adilson como titular. Curiosamente, para mim, o mais fraquinho dos “ilsons” do Grêmio.
Maxi López
Espero que a direção acorde e mantenha, custe o que custar, o melhor centrovante que o Grêmio teve nos últimos tempos. Arrisco a dizer que desde Jardel o Tricolor não tem um matador da estirpe de Maxi. Ainda sonho em ver o time titular jogando com Perea (17 gols ano passado sem bater nenhum pênalti) e Maxi López.
Não precisamos gastar dinheiro no Leandro. Utilizem esta verba para ajudar a manter o argentino que é a cara do Grêmio. Espero que alguém na cúpula gremista seja suficientemente esperto para ver que o mercado não dispõe de um atacante do nível do atual camisa 9 gremista.
O mesmo vale para o goleiro de ouro, Victor. Louco aquele que pensar, ainda que por um breve instante, em vender o arqueiro que pode finalmente substituir o posto de Danrlei no gol e nas graças da torcida Tricolor.
Comentários»
No comments yet — be the first.