Os problemas do Grêmio de Renato março 12, 2011
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: Escudero, Grêmio, Lúcio, Mário Fernandes, Renato, Renato Gaúcho, Tricolor
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Uma campanha de 41 jogos com apenas sete derrotas representa, obviamente, um excelente retrospecto para o treinador e ídolo gremista, Renato Portaluppi.
Entretanto, assim como muitos dos méritos do Grêmio, alguns problemas do atual time também tem origem direta no técnico e suas insistências questionáveis.
Duplas de atacantes
Borges e André Lima são matadores com faro de gol e bom posicionamento na área. Mas precisam de um Jonas como segundo atacante chamando o jogo para os lados e pentrando em velocidade às costas dos zagueiros adversários. Ambos rendem mais quando acompanhados por um jogador com este perfil.
Escudero tem tudo pra ser este cara. Mas Renato dá a entender que o jogador precisa estar “enturmado” antes de jogar pra valer no time principal. Talvez agora, com a lesão de André Lima, uma das tentativas do técnico seja a entrada do Argentino como segundo atacante de velocidade. Se der certo, permanece.
Lateral-esquerdo e meio campo
Sinceramente não entendo por que Renato Gaúcho insiste com Gilson neste setor mesmo com as declarações de Lúcio sobre sua preferência pela lateral. Não é correto dizer que como lateral-esquerdo ele estaria sendo desperdiçado, pois nesta posição Lúcio sempre rendeu muito.
Mas suponhamos que ele prefira mesmo forçar o jogador a atuar como meia, mesmo tendo uma variedade de meias disponíveis, ainda há duas opções muito melhores que Gilson: Bruno Colaço e Neuton.
Há quem especule que Renato seria dono de parte dos direitos de Gilson e que por isso insiste com o jogador. Enfim, seja como for, este é outro problema de fácil solução para o Grêmio, mas que precisa ser encarado de uma vez por todas.
Caso a opção de retornar Lúcio para sua posição original seja a escolhida, Renato pode resolver ainda com a mesma alteração dois problemas. O da lateral e o do meio campo.
Deslocando o ex-lateral do Hertha Berlin para sua origem, o técnico gremista pode montar um meio e ataque com Rochemback, Willian Magrão (ou Fernando), Carlos Alberto, Douglas, Escudero e Borges.
Zagueiro bom no banco
O companheiro de Rodolfo na zaga do Grêmio deveria ser Mario Fernandes, mas Renato nem cogita a entrada do jovem e prefere colocar Rafael Marques com a saída do zagueiro Paulão para o futebol chinês.
Infelizmente, assim como ocorreu com Felipe Mationi, embreve o Grêmio deverá perder Mario Fernandes para algum clube europeu, ou brasileiro, que o dê oportunidade de jogar.
Bom, mas com ressalvas
Enfim, apesar de estar fazendo um excelente trabalho no comando do seu time do coração, Renato Portaluppi tem suas teimosias como qualquer treinador de futebol. Mas se o eterno camisa 7 quer chegar ao topo novamente pelo Grêmio, agora como técnico, precisa abrir mão destas teimosias.
O primeiro de muitos março 10, 2011
Posted by eduardotrindade in Futebol.Tags: Bruno Colaço, Carlos Alberto, Caxias, Gauchão 2011, Grêmio, Imortal Tricolor, imortalidade, Lúcio, Olímpico, penaltis, Portaluppi, Rafael Maques, Renato Gaúcho, Taça Piratini, Tricolor, Victor, Willian Magrão
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Desde os tempos de Renato Gaúcho como jogador, o Grêmio aprendeu a vencer enfrentando as mais complexas adversidades. Tais conquistas renderam ao clube a alcunha de Imortal Tricolor. Foi assim em Tóquio, em 1983, e não seria diferente no primeiro título de Portaluppi como técnico do clube que o revelou para o mundo. O primeiro de muitos, tudo indica.
Ontem, após a vitória suada nos pênaltis contra o Caxias pela final da Taça Piratini (primeiro turno do Campeonato Gaúcho 2011), Renato experimentou sua primeira conquista como treinador do seu time do coração, seguindo a mais sofrida das tradições tricolores.
O Grêmio perdia por 2 a 0 quando o técnico gremista, ainda no primeiro tempo, sacou Carlos Alberto do time e colocou Bruno Colaço em seu lugar, para dar mais consistência defensiva pelo lado esquerdo. Deu certo.
Antes mesmo do intervalo, como efeito da mudança promovida por Renato Gaúcho, o Tricolor descontou com uma das apostas do próprio técnico para a decisão: Willian Magrão, que havia iniciado a partida no lugar de Lúcio, marcou de fora da área em chute indefensável mesmo para o bom goleiro André Sangalli.
Mas o sofrimento perduraria por todo o segundo tempo e boa parte dos 8 minutos de descontos (6 minutos propostos incialmente, mais 2 por cera técnica já dentro dos descontos). O gol de empate do Grêmio veio apenas aos 50 minutos do segundo tempo, com Rafael Marques.
A decisão da Taça Piratini (primeiro turno do Gauchão 2011) foi então para os pênaltis, e o Grêmio conquistou o primeiro caneco sob o comando de Renato Portaluppi, graças às duas defesas de Victor, o goleiro gremista e da Seleção Brasileira. É o Imortal Tricolor fazendo história novamente.