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Matrix, Djs e Cibercultura março 16, 2007

Posted by eduardotrindade in Trabalhos Jornalismo Online.
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Vários são os exemplos da presença do conceito de cibercultura no cinema. De toda forma, optamos por mencionar aqui aquele que traz algumas contradições de acordo com estudiosos do tema.

matrix.jpg A cibercultura em Matrix é uma paródia do cotidiano, onde a ficção fala do presente com componentes do imaginário tecnológico contemporâneo. O controle, redes telemáticas mantendo o ser humano na ilusão de realidade e o undeground retratado pelos hackers.

O filme apresenta personagens e temas relativos à ficção-científica cyberpunk, além de tratar de questões referentes às redes telemáticas, ao virtual e às ações dos hackers e ao controle do ser humano pelas tecnologias. Todos estes são temas da cibercultura. 

Segundo Jean Baudrillard, entretanto, o filme não passa de um simulacro da virtualidade. Para Baudrillard o filme é óbvio e se perde em uma mera oposição virtual-real.

A discussão pode ser longa, mas se considerarmos o conceito de cibercultura, por Pierre Lévy, a realidade virtual de matrix, anulando a realidade não virtual, não pode ser considerada um exemplo de cibercultura. Para Levy, os modos de relação, o conhecimento e a aprendizagem da cibercultura não paralisam ou anulam os já existentes. Ao invés disso, os ampliam e os tornam mais complexos.

Na música, como diz Pierre Lévy em seu livro Cibercultura, a música tecno é que melhor sintetiza a cultura tecnológica pós-moderna. As músicas produzidas por DJ são espalhadas rapidamente pelo mundo através do ciberespaço.

Qualquer pessoa, em qualquer canto do mundo, pode montar um homestudio, por exemplo, e com alguns equipamentos digitais transformar o que até então seria a música gravada original. A música tecno é nada mais que um reordenamento dos sons da música original.

Hoje, os DJs mais famosos do mundo, como Tiesto, Sasha, ou Carl Cox, produzem digitalmente músicas que serão ouvidas no mundo inteiro através do ciberespaço. A cibercultura na música se exemplifica ainda com a proliferação das festas Raves e com a formação de tribos de ravers que como referencial comum tem o gosto pela música eletrônica e o uso de tecnologias contemporâneas.

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