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O ensino de inglês à distância maio 31, 2007

Posted by eduardotrindade in Trabalhos Jornalismo Online.
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A diversificação no ensino tradicional de línguas

Na busca por um novo nicho, empresários do mercado educacional resolveram diversificar sua área de atuação. Uma dessas diversificações veio exatamente para atender a demanda daqueles que, apesar de precisarem aprender a usar a lingua para os mais diversos fins, não encontravam espaços no horário para devotar ao estudo de inglês.

De acordo com a escola English Town, maior portal de ensino de inglês à distância, a razão número 1 para a opção pelo EAD é o fato de que 98% dos alunos indicam o curso para conhecidos. Não apenas pela flexibilidade no horário, mas porque a modalidade de ensino à distância permite, com mais facilidade, efetuar adaptações curriculares individuais para cada aluno, de acordo com suas necessidades ou objetivos específicos.

Felipe Ramos, Diretor do conselho administrativo da Englishvox Educação, destaca que o principal ponto a favor do ensino remoto é que as aulas podem ser agendadas para o horário e local que melhor convier, de acordo com as necessidades do aluno. Em outras palavras, reforça, o aluno não se vê preso a um calendário de encontros presenciais que não poderá cumprir. Ao invés disso ele mesmo traça um plano de aulas que melhor se adapte a sua disponibilidade. 

dsc00100.jpgLuiza Aguiar, aluna da EnglishVox, afirma que finalmente, após várias tentativas sem sucesso com o ensino tradicional, está conseguindo evoluir com os estudos de inglês. Luiza nunca teve antes a possibilidade de assumir compromisso com aulas presenciais, pois ao final do semestre havia perdido metade das aulas e acabava sempre tendo que recomeçar o mesmo nível. Hoje, graças à flexibilidade proporcionada pelo e-learning Luiza consegue alcançar os objetivos propostos.

Na contra mão do Ensino À Distância

A principal corrente contrária ao EAD afirma, com veemência, que não existe aprendizado sem socialização. É a linha sócio-interacionista. Para o professor e pesquisador Airton Mattos, doutor em cognição e desenvolvimento humano, os seres humanos precisam de interação social para construir com efetividade sua rede cognitiva. “É apenas através da interação com outros e da relação de afetividade que as pessoas realmente são educadas”, esclarece. “Minha visão é a de que o computador e a rede mundial de computadores podem ensinar, mas não são capazes de educar”, continua o professor.

Para Airton, os cursos de inglês à distância não favorecem a criação de um vínculo afetivo, da sensação de pertencer a um grupo, como nos cursos tradicionais, pois as aulas que oferecem alguma forma de interação são marcadas de acordo com o ritmo de cada um, fazendo com que os alunos que estiveram juntos em um determinado encontro virtual, possivelmente não se encontrem novamente em uma outra sala de aula virtual.

emotional-intelligence-cover.jpgA teoria Sócio-Interacionista é corroborada por autores como Daniel Goleman em seu livro Emotional Intelligence  (Inteligência Emocional). No livro, Goleman aborda a afetividade e sua relação com a capacidade um indivíduo aprender, em maior ou menor grau, determinada matéria ou língua, por exemplo. Para o autor o gosto que cada um desenvolve por determinada área curricular depende exatamente da inteligência emocional desenvolvida nos contatos do aprendiz com a matéria em questão.

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