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Jardel: Contrato de Risco abril 28, 2008

Posted by eduardotrindade in Futebol.
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A notícia de que Jardel estaria se recuperando de um problema com drogas e desejaria voltar a jogar no Grêmio, ou Vasco, mexeu com alguns setores da torcida. Cuidado. O fato de Jardel ter sido o grande ídolo Tricolor dos áureos anos 90 de Felipão no Grêmio, não significa que seu retorno, na atual condição em que se encontra, seja a solução da lavoura gremista. Correto o discurso de André Krieger. Considero, no mínimo, imprudente olharmos para o fato, como Krieger coloca, com a paixão acima da razão.

Acredito que Jardel até possa ser incluso em um processo de recuperação para voltar a atuar pelo Grêmio, por tudo que respresentou para o Clube na década de 90. Apesar de passados mais de 10 anos de sua passagem por Porto Alegre, o jogador se manteve em alta também na Europa até 2003.

O problema é que desde então, o atacante enfrentou separação, depressão, problemas com cocaína e passou por vários clubes, marcando apenas 4 gols nos últimos 4 anos. De fato, uma realidade muito distante daquela de quando consagrou-se, em 95, como o maior goleador da história do Grêmio, em uma temporada, com 42 gols.

Não considero os 34 anos de Jardel um empecilho para sua volta ao Tricolor, afinal temos alguns exemplos de jogadores com a mesma idade, ou mais, que ainda são diferenciais em seus times. Mas será preciso ver esta transação (se realmente vier a acontecer) como o que ela realmente é: Um contrato de risco. Sim, porque assim como o centroavante goleador pode voltar a fazer seus muitos gols de cabeça com bolas centradas por Roger, Tcheco e Paulo Sérgio, por exemplo, ele também pode seguir no ostracismo e não marcar mais que um gol, ou nem isso, pelo Grêmio.

Complicado para quem é tido como ídolo. E o amigo, o que acha da vinda de Jardel para o Grêmio?

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Comentários»

1. VALERIO ANDERSON - abril 30, 2008

NÃO SE JULGA UM HOMEM POR FATOS ISOLADOS EM SUA HISTÓRIA, MAIS SIM PELO SEU LEGADO E MARIO JARDEL MERECE SIM UMA OPORTUNIDADE DE RECUPERAÇÃO; E O AMBIENTE SADIO, CERCADO DE AMIGOS E CARINHO PODE SER A MELHOR OPURTUNIDADE DEVE-SE SIM AGIR COM CAUTELA MAIS EXISTEM HOJE VARIOS TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO, SEM FALAR EM UMA GRANDE JOGADA DE MARKETING QUE SERIA E LEVARIA OS NOSSOS TORCEDORES DESCONFIADOS DE VOLTA AO CLUBE E COM ENERGIA POSITIVA REVIGORADA. ESTAMOS FICANDO ATRÁS DO INTER ISTO NÃO PODE ACONTECER.

2. LEÃO DA ESTRELA - abril 28, 2008

Aos 34 anos, dificilmente voltará a ser um campeão do futebol, mas ainda pode ser um campeão da vida se não voltar a cair na tentação do uso de drogas. Mário Jardel foi um dos melhores pontas-de-lança de sempre que passaram pelo futebol português.
No FC Porto e no Sporting, “Super-Mário”, como ficou conhecido, valia mais do que um golo por jogo, tal como outro grande goleador leonino, o inesquecível Fernando Peyroteo do tempo dos “Cinco Violinos”. Em Alvalade, Jardel marcou um total de 67 golos em todas as competições, tendo sido decisivo para a conquista do último título nacional, em 2002, ano em que o Sporting também conquistou a Taça de Portugal e a Supertaça Cândido Oliveira. Só para a Liga de 2001-2002 contribuiu com 42 golos, ficando a quatro de igualar o recorde de outro sul-americano, o argentino Yazalde, que continua como o melhor marcador de sempre em campeonatos europeus, com 46 golos numa só temporada.
Em duas emporadas, Jardel conheceu a glória e a inglória. Da sua cabeça fatal saíram os golos que glorificaram o treinador romeno Lazlo Bolöni, mas também as infantilidades que infernizaram a vida de ambos, e que impediram o Sporting de disputar o título com o FC Porto, em 2002-2003, da primeira época de Mourinho. Agora, confessa que estava preso à maldita cocaína. Só não disse como chegou lá… Ao que parece, toda a gente sabia, mas só “Super-Mário” teve coragem de o revelar em público. O seu exemplo não pode ser desperdiçado.
O Ministério da Educação deveria estar atento e convidar Mário Jardel para uma campanha de sensibilização dirigida aos jovens portugueses. Uma campanha feita a partir de um exemplo concreto tem muito mais força. O próprio Sporting, como colectividade desportiva de utilidade pública que movimenta milhares e milhares de jovens na ocupação dos tempos livres e na promoção desportiva, até poderia assumir a iniciativa, propondo ao próprio Ministério da Educação um protocolo que possa financiá-la. Mário Jardel também poderia ir pelas escolas do País dar conta do seu exemplo, ajudando, assim, a prevenir a perda de outras vidas e de muitos sonhos de juventude. Só assim ganharia mais sentido a corajosa entrevista do antigo campeão do Sporting à “TV Globo”.


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