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Os prós e contras de Julinho Camargo julho 4, 2011

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O novo técnico do Grêmio, Julinho Camargo, 40 anos, reúne prós e contras como qualquer uma das opções levantadas durante os dias de especulação sobre quem assumiria a casamata gremista desde o pedido de demissão de Renato Gaúcho. De acordo com a enquete proposta pelo clicEsportes, os percentuais entre os que aprovam sua contratação e os que a desaprovam caracterizam um empate técnico.

Entendo perfeitamente tal empate na aceitação da torcida. Julinho é uma aposta da direção (principalmente de Paulo Odone) que espera repetir o sucesso de apostas gremistas anteriores como Felipão, Tite e, mais recentemente, Mano Menezes. O problema é que há, contudo, diferenças consideráveis entre estes treinadores (mesmo quando começaram no Grêmio) e Julinho Camargo.

Para quem não lembra, os três grandes treinadores mencionados acima, que foram apresentados ao mundo pelo Grêmio, já tinham títulos ou campanhas de expressão com clubes profissionais. Felipão havia conquistado a Copa do Brasil em 1991 pelo Criciúma, Tite havia sido campeão Gaúcho pelo Caxias em cima do próprio Grêmio em 2000, e Mano pelo Guarani de Venâncio Aires em 2002, além da espetacular campanha do 15 de Novembro na Copa do Brasil 2004, quando levou o time de Campo Bom à 3ª colocação na competição.

Ou seja, apesar de serem considerados apostas, todos os três já tinham em seus currículos títulos que os credenciavam ao posto de técnico do Grêmio. Infelizmente, não é o caso de Julinho Camargo.

Mesmo conhecendo muito bem o grupo gremista e sendo uma opção menos rejeitada que Roth, Dunga, Cuca e Adilson, (pontos a favor dele) o novo técnico gremista não tem em seu currículo nenhum título comandando equipes profissionais, apenas os títulos das bases de Grêmio e Inter. E, convenhamos, treinar a gurizada da base é bastante diferente de treinar jogadores com os salários milionários como a maioria dos atletas do elenco Tricolor.

Agora resta esperar para ver como a equipe reagirá à troca de treinador. E, para isso, nada melhor que a pedreira contra o Cruzeiro no meio da semana. Afinal, na era dos pontos corridos o Grêmio não venceu o Cruzeiro em Minas sequer uma vez. Se Julinho conseguir a proeza, garante algumas semanas a mais de tranquilidade. Se perder, apesar de não ser o fim do mundo, a pressão naturalmente aumentará. Pedreira.

Renato pede demissão do Grêmio junho 30, 2011

Posted by eduardotrindade in Futebol.
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Renato Gaúcho, maior ídolo da história do Grêmio, pediu para sair do comando técnico do time, ontem, após o vexame do empate heroico contra um limitado Avaí em pleno estádio Olímpico. Apesar dos ataques de muitos torcedores contra Renato, não vejo sua saída neste momento como a solução para os problemas gremistas.

O treinador tem lá seus problemas, principalmente com relação a algumas preferências discutíveis dentro do plantel já limitado que tinha em mãos, mas todos tem. E depois de uma campanha como a do ano passado, tirando o clube da incômoda zona do rebaixamento e levando, em pouco mais de um turno, o time para a Libertadores com a melhor capanha de um turno na era dos pontos corridos, não posso concordar com aqueles que insistem em queimar o cara pelo início turbulento no Campeonato Brasileiro.

Principalmente porque este time que vem jogando não é o mesmo que passará a jogar nas próximas semanas, com os retornos de jogadores importantes que estavam lesionados e a inclusão dos contratados. O novo técnico, que deve ser Cuca, terá em mãos reforços que Renato não teve até agora e qualquer comparação será, no mínimo, injusta.

Mas pior que isso é ler que Celso Roth foi cogitado porque conta com a admiração do presidente Paulo Odone. Ainda que seja apenas uma especulação, o simples fato de Odone ter admiração pelo trabalho de um cara que a torcida odeia e que nunca ganhou nada importante (afinal, na campanha do título do Inter na Libertadores 2010, o técnico comandou o time apenas nos quatro últimos jogos, enquanto Fossati foi o técnico em 10 partidas) é, para dizer pouco, lamentável.

Enfim, espero que um dia os cartolas do futebol brasileiro aprendam que não adianta ficar trocando de técnico como quem troca de roupa. Tenho certeza que Sir Alex Fergusson, que permanece como treinador do Manchester United há 25 anos, apesar dos vários títulos importantes neste tempo todo, também passou por temporadas ruins, mas nem por isso teve que sair.

Os problemas do Grêmio de Renato março 12, 2011

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Uma campanha de 41 jogos com apenas sete derrotas representa, obviamente, um excelente retrospecto para o treinador e ídolo gremista, Renato Portaluppi.

Entretanto, assim como muitos dos méritos do Grêmio, alguns problemas do atual time também tem origem direta no técnico e suas insistências questionáveis.

Duplas de atacantes

Borges e André Lima são matadores com faro de gol e bom posicionamento na área. Mas precisam de um Jonas como segundo atacante chamando o jogo para os lados e pentrando em velocidade às costas dos zagueiros adversários.  Ambos rendem mais quando acompanhados por um jogador com este perfil.

Escudero tem tudo pra ser este cara. Mas Renato dá a entender que o jogador precisa estar “enturmado” antes de jogar pra valer no time principal. Talvez agora, com a lesão de André Lima, uma das tentativas do técnico seja a entrada do Argentino como segundo atacante de velocidade. Se der certo, permanece.

Lateral-esquerdo e meio campo

Sinceramente não entendo por que Renato Gaúcho insiste com Gilson neste setor mesmo com as declarações de Lúcio sobre sua preferência pela lateral. Não é correto dizer que como lateral-esquerdo ele estaria sendo desperdiçado, pois nesta posição Lúcio sempre rendeu muito.

Mas suponhamos que ele prefira mesmo forçar o jogador a atuar como meia, mesmo tendo uma variedade de meias disponíveis, ainda há duas opções muito melhores que Gilson: Bruno Colaço e Neuton.

Há quem especule que Renato seria dono de parte dos direitos de Gilson e que por isso insiste com o jogador. Enfim, seja como for, este é outro problema de fácil solução para o Grêmio, mas que precisa ser encarado de uma vez por todas.

Caso a opção de retornar Lúcio para sua posição original seja a escolhida, Renato pode resolver ainda com a mesma alteração dois problemas. O da lateral e o do meio campo.

Deslocando o ex-lateral do Hertha Berlin para sua origem, o técnico gremista pode montar um meio e ataque com Rochemback, Willian Magrão (ou Fernando), Carlos Alberto, Douglas, Escudero e Borges.

Zagueiro bom no banco

O companheiro de Rodolfo na zaga do Grêmio deveria ser Mario Fernandes, mas Renato nem cogita a entrada do jovem e prefere colocar Rafael Marques com a saída do zagueiro Paulão para o futebol chinês.

Infelizmente, assim como ocorreu com Felipe Mationi, embreve o Grêmio deverá perder Mario Fernandes para algum clube europeu, ou brasileiro, que o dê oportunidade de jogar.

Bom, mas com ressalvas

Enfim, apesar de estar fazendo um excelente trabalho no comando do seu time do coração, Renato Portaluppi tem suas teimosias como qualquer treinador de futebol. Mas se o eterno camisa 7 quer chegar ao topo novamente pelo Grêmio, agora como técnico, precisa abrir mão destas teimosias.

O primeiro de muitos março 10, 2011

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Desde os tempos de Renato Gaúcho como jogador, o Grêmio aprendeu a vencer enfrentando as mais complexas adversidades. Tais conquistas renderam ao clube a alcunha de Imortal Tricolor. Foi assim em Tóquio, em 1983, e não seria diferente no primeiro título de Portaluppi como técnico do clube que o revelou para o mundo. O primeiro de muitos, tudo indica.

Ontem, após a vitória suada nos pênaltis contra o Caxias pela final da Taça Piratini (primeiro turno do Campeonato Gaúcho 2011), Renato experimentou sua primeira conquista como treinador do seu time do coração, seguindo a mais sofrida das tradições tricolores.

O Grêmio perdia por 2 a 0 quando o técnico gremista,  ainda no primeiro tempo, sacou Carlos Alberto do time e colocou Bruno Colaço em seu lugar, para dar mais consistência defensiva pelo lado esquerdo. Deu certo.

Antes mesmo do intervalo, como efeito da mudança promovida por Renato Gaúcho, o Tricolor descontou com uma das apostas do próprio técnico para a decisão: Willian Magrão, que havia iniciado a partida no lugar de Lúcio, marcou de fora da área em chute indefensável mesmo para o bom goleiro André Sangalli.

Mas o sofrimento perduraria por todo o segundo tempo e boa parte dos 8 minutos de descontos (6 minutos propostos incialmente, mais 2 por cera técnica já dentro dos descontos). O gol de empate do Grêmio veio apenas aos 50 minutos do segundo tempo, com Rafael Marques.

A decisão da Taça Piratini (primeiro turno do Gauchão 2011) foi então para os pênaltis, e o Grêmio conquistou o primeiro caneco sob o comando de Renato Portaluppi, graças às duas defesas de Victor, o goleiro gremista e da Seleção Brasileira. É o Imortal Tricolor fazendo história novamente.

Planos tricolores para 2011 dezembro 7, 2010

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Renato é o cara para o momento do Grêmio e provou isso com resultados em campo e fora dele. Além do treinador ter levado o time da zona de rebaixamento ao G4,  o clube conquista cada vez mais associados e arrecada fortunas com o aumento de público nos jogos e com as ações de marketing envolvendo a imagem do ídolo.

Portaluppi aproximou a torcida do clube. E o time correspondeu em campo. O torcedor agora espera que Renato consiga fazer a diretoria gremista voltar a pensar grande o futebol de um clube que já conquistou a América duas vezes e o Mundo uma, mas que nos últimos anos não tem conseguido reeditar o sucesso das décadas de 80 e 90.

Chega de começar um Brasileirão pensando em vaga para a Libertadores. Pensar pequeno é um dos principais ingredientes do insucesso. Os adversários não temem um clube com pouca ambição. O Grêmio tem a obrigação de entrar em qualquer campeonato sempre pensando no título. Quaisquer planos menores não condizem com a grandeza do clube.

Na minha opinião, o Tricolor precisa seguir o exemplo de gestão do Inter. O principal rival gremista vem desde 2005 entrando para brigar pelo título de tudo aquilo que disputam. Não levou o Brasileiro, é verdade, mas chegou em segundo por duas vezes, e neste meio tempo levantou nada menos que duas Libertadores e uma Sul Americana.

E o papel de Renato tem que ser fundamental também nas contratações. Seja para atuar na Libertadores ou na Copa do Brasil, dependendo do resultado da final da Sul Americana. O próprio técnico já foi campeão de uma (Copa do Brasil) e vice da outra (Libertadores) e sabe que para chegar forte, em qualquer uma das duas competições, é preciso pensar grande e ter um plantel de qualidade com peças de reposição à altura. Coisas que os dirigentes gremistas infelizmente não tem feito nos últimos anos.

Se Renato conseguir articular esta mudança de mentalidade no clube e houver investimento em pelo menos dois ou três bons jogadores que venham a suprir as carências do plantel gremista, os planos para 2011 podem ser os melhores desde o Grêmio de Tite em 2001.

Nem tudo é ataque com Renato dezembro 6, 2010

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Seria uma injustiça tremenda falar apenas dos números do ataque na impressionante campanha do segundo turno do Grêmio de Renato Gaúcho, sem fazer menção à segurança conquistada pela defesa por ele organizada. Por isso encerro esta série de posts em homenagem à campanha de Renato, com este post.

Analisando apenas o segundo turno, encontramos consistência defensiva e apenas duas raras derrotas. A primeira, quase inexplicável, por 2 a 1, em casa, para o Palmeiras no dia 15 de setembro. Bem no dia da festa de aniversário do clube, estragada por Felipão. A outra derrota do time de Renato no returno foi para o campeão Fluminense, por 2 a 0, no Rio de Janeiro em 28 de outubro. E foi isso.

Durante todo o segundo turno, além das duas únicas derrotas mencionadas acima, o Grêmio empatou quatro, e venceu 13 partidas, contabilizando um total de 17 vitórias ao final do campeonato. Sim, depois de conquistar míseras 4 vitórias no primeiro turno, consegue a excelente marca de 12 no returno.

E as vitórias não são mérito apenas do ataque, é bom que se diga. A defesa gremista também trabalhou de forma exemplar na reta final do Brasileirão.

Durante todo o mês de novembro (mais a última rodada, que ocorreu já em Dezembro), foram seis jogos, sendo cinco vitórias e um empate. E além do time não perder, as redes do goleiro Victor, titular da seleção de Mano Menezes, balançaram apenas duas vezes nestes seis compromissos (um gol do Ceará na goleada por 5 a 1 e o outro do Atlético PR na vitória por 3 a 1).

Mas o excelente goleiro gremista não é o único responsável pelo excelente desempenho da defesa nesta reta final. Com Paulão, o Grêmio voltou a ter um xerifão na zaga, fazendo o que zagueiro tem que fazer: afastar o perigo. Além disso, a defesa (e o ataque também) conta agora com Gabriel, lateral direito de muita qualidade, e Rochemback, que foi recuperado pelo técnico, dando consistência ao miolo defensivo do time.

Enfim, como podemos ver neste post, nem tudo é ataque no time de Renato Gaúcho.

Ofensivo também como técnico dezembro 6, 2010

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Como escrevi no último post, pretendo escrever mais dois posts (este e mais um) com alguns números que retratam esta campanha impressionante que os comandados de Renato Portaluppi realizaram no segundo turno do Brasileirão 2010.

Ofensivo como costumava ser o técnico

O ataque gremista não produzia assim há muito tempo. Foram, ao todo, 68 gols no campeonato. Foi o melhor ataque da competição, com 3 gols a frente do Corinthians, segundo melhor.

Jonas, que chegou a ser vaiado no Olímpico, virou artilheiro do Brasileirão marcando 23 gols com a mesma camisa 7 que consagrou Renato Portaluppi na Azenha e no Mundo. Foram 6 gols a mais que o badalado Neymar no campeonato.

Segundo turno de campeão

Além dos números do ataque, é preciso ressaltar o trabalho do grupo no segundo turno. O Grêmio teve a melhor campanha do segundo turno, conquistando 43 pontos no segundo turno. Isso mesmo. O Tricolor encerrou o primeiro turno na primeira posição fora da zona do rebaixamento, com 20 pontos e chegou a 63 no final do campeonato. Impressionante.

Para termos uma ideia comparativa, o Fluminense, campeão, marcou 38 pontos no primeiro turno (18 a mais que o Grêmio) e 33 no segundo turno (10 a menos que o Grêmio). Mesmo no primeiro turno, que teve o Flu como melhor campanha, o time carioca marcou cinco pontos a menos que o time de Renato no segundo turno.

Se o Tricolor Gaúcho tivesse conquistado mais 9 pontos no primeiro turno, por exemplo, terminaria a primeira metade do campeonato, com 29 pontos, na 7ª posição. Uma campanha não mais que mediana. Mas com os 43 pontos do segundo turno, chegaria a 72 pontos e seria o campeão Brasileiro.

Não sei se algum time chegou a esta pontuação (43) em apenas um turno do Brasileirão neste formato, desde 2006, quando a quantidade de equipes foi reduzida para 20. Se alguém souber, não hesite em comentar.

De qualquer forma, o fato é que a motivação que Renato trouxe ao vestiário Tricolor mudou a equipe a ponto de fazer no segundo turno mais que o dobro de pontos do primeiro. Era um outro time aquele de Silas.

A campanha de Renato Gaúcho dezembro 6, 2010

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Muito provavelmente o trofeu de melhor técnico do Brasileirão 2010 cairá novamente nas mãos de Muricy Ramalho. Justo, afinal Muricy fez aquilo que técnico nenhum fez nos últimos anos no Fluminense. De qualquer forma, é preciso ressaltar a campanha de Renato Gaúcho à frente do Grêmio.

O treinador, ídolo na Azenha pela conquista da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1983 com a camisa 7 eternizada no Olímpico, recebeu o time na zona do rebaixamento e o levou à quarta colocação, na faixa de classificação à Libertadores.

O Grêmio não apenas foi a melhor campanha do segundo turno, com 43 pontos conquistados, contra, 33 do Fluminense. O time jogou bem, com raras exceções, dentro e fora de casa. E tudo isso com o dedo de Renato Gaúcho. O técnico devolveu aos jogadores o orgulho de jogar com a camiseta Tricolor. E isso fez toda a diferença.

Renato recuperou jogadores como Douglas e o próprio Jonas, que andavam pouco acreditados e já sofriam com vaias. Douglas foi para a seleção, está entre os melhores do campeonato e recupero sua auto-estima. Jonas virou o goleador disparado do Brasileirão 2010.

Além deles teve Lúcio que de lateral reserva passou a cumprir uma função importantíssima no meio campo, deixando o lado esquerdo do Grêmio um perigo para qualquer defesa.

E não bastasse a recuperação psicológica de jogadores importantes, o técnico indicou a contratação de dois grandes exemplos deste time de Renato. O lateral-direito Gabriel e o zagueiro xerifão Paulão.

O primeiro é um dos melhores laterais em atuação no Brasil e provou isso jogando o segundo turno no Grêmio. Paulão é limitado tecnicamente, mas por isso mesmo esbanja seriedade, vigor e raça em uma posição onde estas três qualidades são muito mais importantes que uma técnica refinada.

Enfim, por tudo o que coloco brevemente neste post, considero Renato Gaúcho o melhor técnico do Brasileirão, ainda que o trofeu vá para Muricy. Nos próximos posts, colocarei aqui alguns números impressionantes da campanha do Grêmio sob o comando de Renato Portaluppi no segundo turno do Campeonato Brasileiro 2010. Confiram!

Eu já sabia! dezembro 2, 2010

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Após vários meses sem postar aqui, por absoluta falta de tempo para dedicar ao blog, volto e leio meu último post, escrito em 11 de agosto do corrente ano, e me surpreendo com o conteúdo do mesmo. Imaginem qual não foi minha surpresa quando percebi que a, então recente, chegada de Renato ao Grêmio, que para muitos ainda era vista como uma aposta, para este blogueiro já era uma certeza naquela época. 

O técnico, ídolo como jogador, tem de fato todas as chances de fazer história no clube agora no comando da equipe, mas há 4 meses atrás muitos que hoje elogiam o treinador ainda duvidavam. E achei extremamente interessante que no caso do meu post inclusive a leitura de posições deficitárias feita por mim na época coincide com as principais contratações depois da chegada de Renato Gaúcho ao Grêmio.

Por exemplo, no post menciono que a lateral direita do Grêmio precisava de um jogador de qualidade, assim como afirmo que a defesa carecia de um xerife, desde a saída de Réver. E Renato, como se tivesse lido meu post, trouxe Paulão pra botar ordem na defesa e Gabriel para ampliar impressionantemente a qualidade da lateral direita do Tricolor.

Outro ponto lembrado antecipadamente no post de agosto por este que vos escreve foi a recuperação de jogadores como Douglas e Jonas que andavam por baixa sob o comando de Silas e se transformaram em destaque sob a batuta de Renato Gaúcho.

Por fim, a impressionante ampliação de arrecadação para os cofres azuis devido ao marketing sobre o nome de Renato Portaluppi reforça minha ideia, também exposta no post de agosto, de que o treinador teria, como poucos, a capacidade natural (como ídolo) de reaproximar o clube e a torcida. Principalmente porque esta relação andava muito abalada desde os tempos de Paulo Pelaipe e Odone.

E isso também Renato conseguiu.

Mas para mim, o melhor disso tudo é que, ao contrário dos oportunistas de plantão, eu posso dizer e provar, como diz o título deste post, que eu já sabia!

Renato pode salvar o Grêmio agosto 11, 2010

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A escolha de Renato Gaúcho para o comando técnico do Grêmio tem muito a ver com sua história no Clube, obviamente, mas também com a reconhecida habilidade do treinador em motivar os jogadores a fazer aquilo que sabem fazer melhor: jogar.

O Grêmio de 2010 tem, indiscutivelmente, um dos melhores planteis do Brasil em várias posições. Claro que alguns setores são mais carentes que outros. A lateral direita, por exemplo, ainda não tem um dono definitivo e incontestável.

Na zaga o time precisa de um xerifão como Réver, novamente. Mas no overall, a equipe está muito bem servida e teria plenas condições de brigar pelo G4 se tivesse começado o campeonato de forma diferente.

A questão, agora, é que o Grêmio perdeu muito tempo patinando e a missão de Renato será manter o time na faixa intermediária da tabela e, para que o ano não seja perdido, lutar pela conquista da Sul Americana e, com ela, uma vaga para a Libertadores 2011.

De qualquer forma, acredito que a escolha do novo técnico do Grêmio possa realmente colocar o time nos trilhos, fazendo com que bons jogadores como Jonas, Borges, Hugo, Souza, Leandro, Douglas, Maylson, Adilson e Willian Magrão voltem a jogar o que sabem, com alegria e vontade de vencer.

Além disso, outro ponto importante na vinda de Renato para o Grêmio será o movimento de reaproximação do Clube com a torcida que anda bastante insatisfeita com os resultados e com a direção. Os torcedores gremistas se identificam fortemente com o técnico e, ao que tudo indica, deverão lotar o aeroporto Salgado Filho para a chegada do treinador, assim como o farão nas próximas partidas no estádio Olímpico.

E se Renato trabalhar com sua tradicional gana de vencer, pode estar escrevendo mais um grande capítulo de sua brilhante história como o principal ídolo gremista. Agora na casamata. Boa sorte Renato!

Emerson de volta no Grêmio? abril 21, 2009

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A notícia da rescisão do contrato do Milan com Emerson, empolga os torcedores, principalmente pelo que disse o volante, em entrevista há pouco tempo, sobre encerrar a carreira no Grêmio. Seria, sem sombra de dúvidas, uma excelente contratação para a segunda fase da Libertadores da América e para o Brasileirão.

Principalmente porque acredito que o grupo do Grêmio funcionaria muito mais num 4-4-2. E com qualquer que seja o novo técnico, esta é uma possibilidade que, com Roth, não existia. Neste caso o ideal seria um meio de campo com Emerson, Rafael Carioca (que pode voltar) ou Adílson, Tcheco e Souza.

Contudo, não se pode esperar que esta direção pense o mesmo. Krieger, Kroeff e Meira não valorizam ídolos de outrora. Preferem ver Emerson no Flamengo, ou talvez Corinthians, SPFC, Palmeiras. Basta lembrar que, recentemente, Gilberto demonstrou, abertamente, interesse emvoltar a jogar no Grêmio. Mas mesmo sem laterais esquerdos de destaque no grupo, nossos dirigentes não o quiseram, preferindo Fábio Santos e Jadíslon.

Isso sem falar no que estão querendo fazer com a imagem de Renato Portaluppi, maior ídolo da história Tricolor. Buenas, quem quiser que faça suas apostas no retorno do volante, agora ex-Milan, que na época de Grêmio era meia. Eu, infelizmente, acho que não virá e as justificativas já começaram.

Como houve rescisão de contrato, pelo menos teoricamente, não haveria problema mesmo que a janela de transferências já tenha terminado, pois como ele não está mais vinculado a nenhum clube europeu não seria uma transferência.

Contudo, Luis Onofre Meira mal viu a possibilidade de ser pressionado a contratá-lo e já veio dizer que ACREDITA (ele não tem certeza) que o jogador não possa atuar no Brasil. Só o fato de não verificar antes de ficar justificando a não investida no jogador, dá sinais claros da posição do dirigente sobre trazer ou não o jogador.

Ah, e a desculpa do dinheiro não me serve. Renato treinaria o time por 150 mil. Só a diferença de salário para o que vão pagar a Paulo Autuori, quase dá para pagar integralmente o que poderia ser um acerto com Emerson (imagino que um salário em torno de 200 mil). Seriam o técnico e o volante ideais para a Libertadores. Mas quem manda não pensa assim.

De qualquer forma, como a esperança é a última que morre, depois de ler a notícia da liberação de Emerson fico eu aqui sonhando com a formação abaixo para o TRI da Libertadores. Victor, Ruy, Leo, Réver e Fábio Santos; Emerson, Rafael Carioca, Tcheco e Souza; Perea e Maxi López. Técnico: Renato Portaluppi.

Fora Kroeff, Krieger e Meira! abril 18, 2009

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Chega! Esse trio é digno de pelo menos um título: É a direção mais inflexível e incompetente do Grêmio nos últimos anos, senão de todos os tempos. Estão no mesmo nível de Obino. É impressionante que um vice de futebol de um time Campeão do Mundo ache normal entrar nas oitavas e, caso passe, jogar ainda a primeira partida das quartas de final de uma Libertadores da América com um técnico interino. Tudo isso tendo Renato Gaúcho, o preferido da torcida, só esperando para ser chamado.

Nosso presidente, Duda Kroeff, virou RAINHA. Não manda nada e tampouco ouve os torcedores que, em última instância, são o clube que preside. André Krieger ou é muito burro, ou safado. Quando ele vem com o discurso de que não vê problema em esperar, porque estamos classificados em primeiro numa das chaves mais fáceis da Libertadores 2009, demonstra desconhecimento total do futebol. Meira é outro que não sabe nada. Que trio.

Sem dar tempo para o treinador colocar sua cara no time, essa estratégia inédita (e absurda) significa dizer que o Grêmio só terá novo técnico de verdade a partir das SEMI FINAIS. Isso se chegar até lá, pois as coisas não serão tão fáceis a partir das oitavas de final. É impossível que, chegando após o primeiro jogo das quartas de final, Paulo Autuori tenha como mudar algo no jogo de volta. Qualquer mané sabe que um treinador precisa de, no mínimo, uns 20 dias para colocar seu estilo na equipe.

Mas para além dos riscos mencionados, faço as seguintes perguntas: Por que a repentina paixão por Paulo Autuori? Por que não Renato Gaúcho? Qual o treinador já consagrado deu certo vindo para o Grêmio? Será que é tão difícil de ver o óbvio?

Tudo bem que é Autuori é um treinador com um excelente currículo, mas quem conhece o Grêmio, de verdade, sabe que nossos treinadores mais destacados foram praticamente lançados para o futebol pelo Tricolor. Ah, e todos GAÚCHOS. Assim foi com Espinosa, Felipão, Tite e Mano Menezes. Já tentativas com big shots como Autuori, em toda a história do clube, nunca deram certo. Nunca um treinador carioca ou paulista teve bons resultados com o Tricolor.

Assim, antes que esse trio “maravilha” (Duda Kroeff, André Krieger e Luis Onofre Meira) acabe com as chances do Tricolor na Libertadores, proponho aqui a campanha: Fora Kroeff, Krieger e Meira. Socorro Dr. Fábio Koff!! Socorro Conselho Tricolor!! Não é possível que ninguém veja as coisas como aqui coloco.

Saudações Tricolores.

Grêmio vence Universidad do Chile abril 16, 2009

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Não sei se comemoro ou se choro. Sim, a vitória por 2 a 0 em Santiago, com mais um gol de Maxi López (dois gols em dois jogos inteiros pela Libertadores), é sem dúvidas um sonho. Reforça o espírito copeiro tradicional do Tricolor e coloca o Grêmio como uma das melhores campanhas de toda a competição.

Com a derrota do São Paulo para o Independiente em Medellin, o Grêmio mantém com folga a melhor campanha dentre os brasileiros e, com uma vitória contra o Boyacá Chicó, o time garante, pelo menos a 3ª melhor colocação geral. Podendo ser alcançado apenas por Boca (100%) e Nacional do Uruguai.

Contudo, a mesma vitória que me levou à vibração, principalmente pela confirmação de Máxi López marcando seu segundo gol pela Libertadores, também me leva ao desespero.

Por quê? Simplesmente por ter a mais absoluta certeza que, com a primeira colocação garantida, nossos “queridos” dirigentes usarão todos os argumentos do mundo para justificar a insanidade de esperar por Paulo Autuori mais um mês.

Buenas, a verdade é que, com técnico ou sem, o Imortal Tricolor vai trilhando seu caminho a passos largos rumo ao TRI da Libertadores da América.

E dá-lhe Grêmio!

Para manter a melhor campanha abril 14, 2009

Posted by eduardotrindade in Futebol.
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O Grêmio entra em campo nesta quarta às 22 horas, em Santiago, contra a Universidad do Chile em busca da primeira colocação do grupo 7 da Libertadores da América 2009. Com a vitória, o Tricolor Gaúcho pode manter a melhor campanha entre os times brasileiros na competição.

Com Maxi López engrenando, como deu boas mostras contra o Aurora, inclusive com um belo gol de cabeça, e Jonas reencontrando o futebol e os gols do início da temporada, o Grêmio tem mesmo tudo para voltar do Chile com os 3 pontos e a primeira colocação antecipada no grupo.

Se Maxi repetir a garra e combatividade da semana passada, talvez os urubus de plantão que insistem em criticar a contratação do argentino decidam dar um tempo para o cara pegar cada vez mais ritmo de jogo.

A Novela Paulo Autuori

Ironicamente o time entra em campo mais uma vez comandado pelo interino Marcelo Rospide, ex-auxiliar técnico de Celso Roth. Tudo porque dois ou três cabeças duras da direção Tricolor firmaram pé na idéia de ter Paulo Autuori, mesmo que, para isso, seja necessário jogar metade da primeira fase da Libertadores sem treinador.

Mas o pior é que alguns dirigentes e setores da mídia afirmam que se o Grêmio ganhar da La U no Chile, garante a primeira colocação do grupo e não teria problema de esperar Autuori chegar apenas às vesperas do jogo das oitavas de final. Tal pensamento é de uma ingenuidade tão grande que assusta. A incompetência da dupla Kroeff e Krieger irrita profundamente a torcida.

Não estão considerando que por melhor que seja o treinador, ele não é mágico e levará, pelo menos, uns vinte dias para conhecer e dominar o plantel afim de impor seu estilo. Não dá para esperar mais, podemos perder a Libertadores por causa desta incompetência e, se isso acontecer, tenho até pena dos atuais gestores.

Lá se vai uma semana e meia sem treinador em plena disputa da Libertadores e, agora, tudo indica que a cúpula do Tricolor está disposta a esperar quase um mês para ter Autuori. Isso tudo com Renato Gaúcho disponível e com 2 terços da torcida pedindo o ídolo. É um desrespeito.

O novo técnico do Grêmio abril 9, 2009

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Impressiona a falta total e absoluta de visão dos dirigentes Tricolores com relação à indefinição sobre o novo técnico para o Grêmio, após a demissão de Celso Roth, à meia-noite de domingo para segunda. É um amadorismo impressionante e que, por motivos escusos (possivelmente políticos), pode estar complicando a vida futura do time na Libertadores da América 2009.

O Grêmio é grande demais para ficar mais de 72 horas sem treinador, principalmente em meio a uma Libertadores. Isso que Renato Gaúcho está desempregado e sonha com a casamata Tricolor. Tudo bem que Paulo Autuori seria um grande nome para o comando da equipe, apesar de não ser a preferência da torcida. Mas parece que não vem. E o que não posso admitir, como torcedor e sócio, é que, com a impossibilidade de termos este profissional, o Grêmio vá atrás de outra opção que não seja Renato Portaluppi.

Ney Franco não tem currículo maior que Renato. Por sinal, apesar de ter ganho a Copa do Brasil em 2006 com o Flamengo, o atual treinador do Botafogo, não foi longe na Libertadores 2007. Já Portaluppi, não apenas levou o Fluminense ao título da Copa do Brasil em 2007, como ainda levaria o clube à Final da Libertadores no ano seguinte, perdendo para a LDU, atual campeã, nos pênaltis.

Os motivos que me levam a crer que Renato Gaúcho seria o melhor profissional para o clube no atual momento, são vários. Mas me concentro na principal necessidade do time do Grêmio, hoje, para justificar a opção da esmagadora maioria gremista por Renato. A equipe precisa MOTIVAÇÃO. Os jogadores precisam recuperar a auto estima e nada melhor que um treinador que já chegue lotando aeroporto e leve multidões ensandecidas gritando seu nome ao estádio.

A relação direção-torcedor anda bastante abalada desde o ano passado quando, ao retirar Mancini, a diretoria trouxe Celso Roth e o manteve mesmo após as duas eliminações (Gauchão e Copa do Brasil) em menos de uma semana. Com Renato no comando da casamata a torcida aumentaria ainda mais o indispensável apoio para a caminhada rumo ao Tri. Apoio este, demonstrado pelos 30 mil torcedores no jogo de terça, mesmo sendo às 19:00.

Autuori seria uma boa, Ney Franco é um tiro no pé, mais uma vez. Impressionante o amadorismo desta direção. Que saudades do Dr. Fábio Koff. E você, Gremista, quem gostaria de ver como novo técnico da equipe?

Grêmio goleia sem Roth abril 8, 2009

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No primeiro jogo após a demissão de Celso Roth, o Grêmio aplicou 3 a 0 no Aurora da Bolívia e praticamente garantiu a classificação à próxima fase da Libertadores da América. Com a vitória o time vai a 10 pontos e continua na expectativa por encerrar a primeira fase como uma das melhores campanhas, para garantir os jogos de volta do mata-mata no Olímpico.

Na minha opinião o melhor fato da noite foi a dedicação e garra de Maxi López, coroada com um belo gol de cabeça, bem ao estilo “centroavante”. O argentino marcou o segundo gol do Tricolor na partida e fez sua melhor apresentação com a camisa do Grêmio.

Em compensação, alguns jogadores irritaram a torcida. Foi o caso de Makelelê que, diferente de outros jogos em que apareceu bem, foi burocrático e errou passes demais. Outro foi o meia Souza, até então o destaque da equipe. O camisa 8 foi fominha demais e, quando tentava o passe, ou era tarde demais, ou errava o mesmo.

O Nome do Técnico

Uma das situações mais emblemáticas da noite foi quando o nome de Marcelo Rospide, auxiliar técnico, apareceu no placar, no lugar de Celso Roth, e a torcida gritou mais do que havia gritado para qualquer jogador. Os 30 mil torcedores presentes ovacionaram a decisão da demissão de Roth e, como prova, encheram o estádio em uma terça-feira, às 19:00 horas.

De qualquer forma, um ponto ainda aflige os torcedores. A direção gremista, através de André Krieger e Luis Onofre Meira, parece não querer Renato Gaúcho e segue em busca de Paulo Autuori, mesmo com a necessidade de estourar o orçamento para ter o técnico, atualmente no Catar.

Não quero parecer do contra, mas apesar de ser um grande treinador, Autuori não é o melhor nome no momento para o Grêmio. Basta vermos que o Grêmio nunca levantou canecos importantes com treinadores que já tivessem rodagem e títulos importantes por outros clubes.

Pode ser uma bobagem, pura superstição. Mas a verdade é que Espinosa, Felipão, Tite e Mano Menezes (apenas para citar os treinadores dos mais importantes títulos do Grêmio) chegaram no time como técnicos, no máximo, medianos, sem currículos como o de Autuori.

Por isso, apesar de já possuir uma Copa do Brasil e um vice da Libertadores no currículo e não ser desconhecido como treinador, como eram Felipão, Tite e Mano Menezes, acho que a melhor opção para o Grêmio, no momento, é mesmo Renato Gaúcho.

O Tricolor precisa de MOTIVAÇÃO e ninguém melhor que Renato para encher aeroporto, lotar estádio e motivar os jogadores. Tudo com o aval de ter sido o homem mais importante da história do clube, justamente em uma Libertadores da América, e depois no Mundial, há 26 anos atrás.

Briga pelo título segue aberta novembro 16, 2008

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Com a vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense, o São Paulo encerra a 35ª rodada na liderança do Campeonato Brasileiro 2008, com 68 pontos, mas traz com ele o Grêmio, que não desiste da luta. Celso Roth e seus comandados venceram o Coritiba por 2 a 1. Com isso o time vai a 66 pontos, com o mesmo número de vitórias do Tricolor Paulista.

Enquanto isso, Palmeiras e Cruzeiro perdem na rodada e ficam definitivamente fora da briga pelo título. Ainda que, matematicamente existam mínimas chances para as duas equipes, na prática, elas sumiram com as derrotas para Flamengo e Náutico respectivamente.

Já o Rubro-Negro carioca, apesar de 5 pontos atrás do líder São Paulo e 3 do vice-líder Grêmio, ainda não jogou a toalha e acredita, nas três rodadas que faltam, em dois tropeços de São Paulo e um do Grêmio para chegar ao título. Pouco provável.

Na minha opinião, o Brasileirão 2008 está entre os dois primeiros e deverá se decidir na próxima rodada, quando o Tricolor Gaúcho vai à Bahia enfrentar o Vitória, e o time de Muricy vai ao Rio enfrentar o Vasco de Renato Gaúcho. Os compromissos depois destes confrontos da próxima semana são mais fáceis, tanto para São Paulo, como para o Grêmio. Pelo menos teoricamente. 

Depois de enfrentar o Vasco, o time paulista recebe o Fluminense no Morumbi e vai à Goiânia para enfrentar o Goiás na última rodada, enquanto o Tricolor Gaúcho volta da Bahia e enfrenta o Ipatinga em Minas e encerra o campeonato no Olímpico contra o Atlético Mineiro.

Voltando à análise da próxima rodada, é obvio que vencer o time baiano no Barradão nunca é tarefa fácil, e torna-se ainda mais difícil, para Roth, com Vagner Mancini no comando. Não que ele seja uma sumidade técnica ou tática, mas seu passado recente no Grêmio e sua substituição, mesmo sem derrotas, por Celso Roth, ainda deve estar “entalada” para o treinador. Como já disse em outro post, será preciso alerta total na Bahia. Afinal de contas, Mancini sabe que se vencer, praticamente tira as possibilidades de título do Tricolor Gaúcho. 

Mas do outro lado, as coisas também se complicam para o técnico Muricy Ramalho que tem pela frente o Vasco, com a corda no pescoço. E, para piorar, com o comando do maior ídolo gremista de todos os tempos: o Campeão do Mundo Renato Portaluppi. É claro que o técnico sozinho não ganhará o jogo, mas poderá, sem dúvida, transmitir tudo aquilo que o jogo representa a ele e ao próprio time que precisa, indiscutivelmente, da vitória para escapar do pesadelo do rebaixamento.

Por isso, repito, a semana que vem será decisiva para os rumos do Campeonato Brasileiro 2008 e o Grêmio poderá, mais uma vez em sua história, contar com a preciosa ajuda de Renato Gaúcho. Mas não adianta nada a ajuda do técnico, caso o Grêmio não vença o Vitória na Bahia. Enfim, adrenalina não faltará para os adeptos do futebol no próximo final de semana e nas rodadas que faltam para o término do campeonato. Esta é a reta final do Brasileirão 2008.

Grêmio segue firme na luta novembro 10, 2008

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Contrariando todas as previsões, inclusive a minha própria, o Grêmio venceu o Palmeiras, por 1 a 0, em pleno Parque Antártica. Pode ser um bom sinal de que as coisas conspiram a favor do Tricolor. Afinal foi com sofrimento e superação que vieram os últimos títulos importantes do Grêmio. E foi destas conquistas que veio com força a brincadeira sobre a imortalidade.

Podemos lembrar de 12 anos atrás quando o Grêmio de Felipão jogou a primeira partida final daquele Brasileirão contra a Portuguesa no Canindé e voltou para Porto Alegre com 2 gols nas costas para tentar, pelo menos, o resultado de igualdade, 2 a 0, no Olímpico. O que lhe daria o título. O Tricolor saiu na frente com Paulo Nunes, mas foi apenas com menos de 10 minutos para o jogo acabar que Ailton, que era destro, bateu cruzado com a canhota para selar o 2 a 0 gremista que traria o título de Bi-Campeão Brasileiro em 1996.

Outro exemplo, foi há 7 anos, na conquista da Copa do Brasil 2001, o Tetra na competição, o Grêmio fez o primeiro jogo em casa contra o Corinthians e começou perdendo por DOIS a zero, quando finalmente acordou e com gols de Luís Mário empatou o jogo e foi vivo a São Paulo onde venceu um Coringão completamente perplexo diante do famoso, e tão lembrado, 3-5-2 de Tite e Marcelinho Paraíba.

Isso sem contar a batalha épica da Série B que dispensa qualquer tipo de comentários. Não há dúvida, portanto, sobre o fato de que o Grêmio ganha sempre na última hora e com muito sofrimento. Não podemos, então, como fiz no post anterior, duvidar da capacidade do Tricolor Gaúcho em buscar o São Paulo, vencendo todas as partidas que faltam e torcendo para o Renato Gaúcho tirar, em São Januário, pelo menos dois pontinhos do líder.

Imaginem, amigos, o DVD que o Grêmio faria do Campeonato Brasileiro épico conquistado com a vitória de ontem sobre o Palmeiras e a ajuda indispensável do maior ídolo gremista de todos os tempos: o camisa 7 Campeão do Mundo, Renato Portaluppi. Isso porque talvez o Vasco seja o único time que poderá atrapalhar o São Paulo em sua, também fácil, tabela. Impressionante coincidência.

Mas não adianta toda esta empolgação e imaginação sem um detalhe muito importante: é preciso vencer TODAS as QUATRO partidas restantes da tabela. E, convenhamos, nada muito difícil para quem almeja ser Campeão. Os compromissos do Grêmio não são dos mais complicados, talvez, à exceção do Vitória em Salvador, que conta com Vagner Mancini, ainda mordido, e com a possibilidade de tirar o título do Grêmio que o escurraçou sem que ele tivesse perdido um jogo sequer no comando do time.

Enfim, com tudo o que podemos ver neste post, os ingredientes para um final de campeonato eletrizante estão todos à mesa. Basta sentarmos e nos fartarmos com as emoções e surpresas desta reta final. Será que agora o Grêmio volta a ser o time do primeiro turno? Ou será que voltará a jogar mole como jogou contra o Figueirense em Porto Alegre? Eu, como tenho mordido a língua demais, vou esperar um pouco mais para ver.

Vencer ou vencer setembro 20, 2008

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Se o final de semana passado foi trágico para o Tricolor, nesta 26ª rodada, a ordem é vencer ou vencer. O Grêmio vai à Curitiba enfrentar o Atlético Paranaense na Arena da Baixada com a necessidade de acordar no campeonato, antes que seja tarde demais.

O líder absoluto conquistou apenas 2 pontos nos últimos 12 disputados ficando na 10ª colocação considerando apenas os resultados do segundo turno. Para piorar o time perdeu a invencibilidade em casa. Além de preocupante, a situação traz à tona o histórico de Celso Roth de levar o time bem até certo ponto e dali despencar, nunca chegando onde deveria.

Amanhã, entretanto, tudo pode voltar à santa paz. O Grêmio pode voltar a abrir CINCO pontos do Palmeiras, se vencer o Furacão e, no resultado paralelo, o Vasco, agora treinado por Renato Gaúcho, segurar pelo menos um empate com o Verdão no Parque Antártica. Chegaria a SEIS no caso de vitória vascaína.

Mas um descuido e tudo pode virar um inferno para o time da Azenha. Por exemplo, no caso de resultados invertidos (vitória Verde e derrota Azul) o Porco assumiria a liderança do campeonato pelo número de vitórias, primeiro critério de desempate e o Grêmio, cairía no descrédito e teria sérias dificuldades para retomar o caminho.

Por todos estes motivos, a vitória dos comandados de Roth contra o Atlético PR, amanhã fora de casa, é uma necessidade e, mesmo que o empate ainda mantenha o time na liderança do campeonato independente de resultados paralelos, o Grêmio não deve se contentar com nada menos que três pontos no jogo de amanhã. É uma verdadeira final.

Inter vence a primeira fora de casa agosto 2, 2008

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Foram necessárias 17 rodadas no Campeonato Brasileiro 2008, quase um turno inteiro, para o Internacional finalmente vencer sua primeira partida fora do Beira-Rio. A vitória veio no sufoco, por 2 a 1, contra o Fluminense no Maracanã. Com o resultado, o time de Tite vai a 25 pontos, assumindo a 7ª posição da tabela de classificação.

O Inter começou o jogo bem melhor que o time carioca, um dos lanternas da competição, e venceu o primeiro tempo por 2 a 0. Porém, na segunda etapa o Flu veio com mais vontade e, após descontar com Somália, aos 25 minutos, o time de Renato Gaúcho exerceu uma pressão assustadora sobre o Colorado que resistitu bravamente e volta para Porto Alegre com a primeira vitória fora de casa no Brasileirão 2008.

Nilmar foi o grande nome do jogo, marcando os dois gols da vitória colorada. De qualquer forma, é bom destacar que o Inter ainda apresentou um futebol muito abaixo do que se esperava do time no início da temporada. 

Considero importante lembrar também que o Fluminense, com a derrota, pode amargar a lanterna do Brasileirão ao final da 17ª rodada, ou seja, ganhar do Flu não significa necessariamente uma melhora considerável da equipe em relação ao que vinha apresentando. Será preciso mais do que o futebol hoje apresentado para uma virada de rumo do Internacionalno campeonato.