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É preciso saber aceitar críticas! junho 26, 2011

Posted by eduardotrindade in Futebol, Jornalismo Participativo.
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Me revolta constatar que jornalistas responsáveis pelo conteúdo em grandes veículos de comunicação online ainda não tenham aprendido a receber bem as críticas de seu público leitor.

Como jornalista, e tendo feito meu TC sobre o poder dos blogs e redes sociais e suas influências nos grandes meios de comunicação, não posso deixar passar o que aconteceu ontem sem recorrer, mais uma vez, à mídia blogueira, ao Twitter e Facebook para expor o ocorrido.

Em meu post de ontem (depois de muito tempo sem postar) critiquei uma manchete do clicEsportes (onde trabalhei como repórter freela por dois meses no ano passado) por considerar que o texto da mesma induzia seus leitores a um engano.

Tanto eu tinha razão que, minutos após publicar o post com a crítica e fazer sua divulgação através do Twitter e Facebook (onde os editores e repórteres do site me acompanhavam), a manchete foi alterada de forma a acabar com a dubiedade nela exposta anteriormente e por mim criticada (ver reprodução ao lado com destaque e vermelho).

Até aí, tudo dentro da mais perfeita normalidade. O que aconteceu na sequência é o que considero lamentável, sob qualquer ponto de vista. Hoje pela manhã, ao abrir meu Facebook, percebi que tinha um amigo a menos. Fui ao Twitter e, também lá, um seguidor a menos.

A questão é que não é sempre que se recebe um “unfriend” ou “unfollow”, então foi fácil deduzir, pelo que eu havia publicado ontem, quem decidiu não ser mais meu “amigo” e “seguidor”, possivelmente por ter sentido-se ofendido (sem razão) com minha postura de ombudsman.

Dito e feito, foi só dar um search no nome do editor do clicEsportes que eu imaginava ter sentido-se atacado por meu post para constatar que havia sido ele mesmo quem deixou de ser meu “amigo” e “seguidor”.

Não tenho porque divulgar o nome dele, mas tenho certeza que, através de seus colegas ele ficará sabendo deste post mesmo que não me siga mais. Só queria mesmo que editores de meios de comunicação tradicionais e conceituados, como o clicEsportes, aprendessem a receber e aceitar críticas (desde que respeitosas como fora a minha) por mais que elas não agradem. Afinal, é assim que funciona o jornalismo participativo, amigos.

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Curiosidades da crônica esportiva abril 7, 2010

Posted by eduardotrindade in Futebol.
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Comparar Messi com Maradona, como fizemos no post anterior, não chega a ser um delírio. Pelo contrário, vejo como bem provável que os feitos futuros de Lionel Messi no futebol venham a ser maiores que os de Dieguito.

Mas não posso deixar de criticar comentários enganosos, principalmente quando eles vêm de pessoas conceituadas da grande mídia. Um deles, relacionado a Messi, repercutiu ontem no twitter (mesmo tendo sido postado há quase um ano) com direito a resposta quase imediata do comentarista famoso.

O colunista Wianey Carlet postou em seu blog, no dia 28 de maio do ano passado, um dos maiores absurdos da crônica esportiva gaúcha, quiçá mundial. O título da bobagem: Taison ou Messi, o futuro dirá quem foi melhor.

Empolgado com as boas atuações de Taison no Gauchão, Wianey cometeu na ocasião a atrocidade de comparar o atacante colorado e sua atuação contra o Coritiba pela Copa do Brasil, com Messi e sua maestria na final da UEFA Champions League contra o Manchester United.

Por si só, os adversários e os campeonatos já deixam claro o tamanho da bobagem proferida. Mas mesmo que os adversários fossem, ainda que minimamente, comparáveis, seria inadmissível traçar qualquer paralelo entre Messi e Taison.

Talvez por isso, em 2010, o colunista da RBS repita constantemente, desde o início da temporada, o apelido criado por ele para o Gauchão. Foi o próprio Wianey quem lançou o termo Campeonato Engana Bobo para referir-se ao Campeonato Gaúcho.

Pudera. Pelo post mencionado, é fácil perceber que ele mesmo foi o maior bobo de todos. Enganado pelo Gauchão e sua vontade de ver Taison brilhar como Messi.

Um verdadeiro disparate por mais que ele use o argumento do momento histórico, como fez no Twitter agredindo o twitteiro que lembrou o post. Desculpe, Wianey, mas não há momento histórico que amenize uma comparação destas. Nem em 10, nem em 100 anos.